outubro 16

A crise financeira no mundo. E eu com isso?

Quem me conhece pessoalmente sabe que sou “apolítica”. Acredito que a maioria dos jovens brasileiros hoje em dia é também “apolítica” devido a nossa criação. Nossos pais foram recriminados pela ditadura e sofreram tanto que resolveram simplesmente não nos passar os seus ideais políticos. Pelo menos na minha casa e na de muitos amigos meus.

Tenho acompanhado os noticiários a respeito da tal Crise Financeira Mundial. Não entendo muito, mas não precisa ser intelectual para entender que isso era previsto e, investiu errado quem quis jogar com a sorte e arriscou no dólar. Meu objetivo aqui não é discutir a crise em si, visto que não sou economista nem tão pouco entendo de economia. Meu objetivo aqui é expor no que a crise me afetou e pode, ou não, afetar a você.

Esta semana precisei de cimento pois estou reformando meu apartamento. Foi uma correria sem fim pois o que chegou para mim (rádio pião) era que a Votorantim havia quebrado. Na hora esclamei: “Caramba, como uma empresa desse porte quebra assim do dia pra noite e me deixa sem cimento? E a minha reforma como fica??” rssssss.

Resolvi então entender o que estava acontecendo. Daí fui ler que ela não tinha quebrado mas sim estava passando por um período difícil devido as decisões econômicas tomadas erradas que rendeu o cargo do diretor. É o caso também da Sadia e outras empresas conhecidas (em off… vai faltar salsicha também? rss).

Resumindo… a construção civil aqui em  Santos/SP está super aquecida. A cidade acredita no “pontecial petrolífero” da região e está apostando todas as suas fichas. Estão construindo arranha-céus por vários pontos da cidade e o preço dos imóveis estão lá em cima. Logo… o cimento sumiu do mercado e quem tinha para vender jogou o preço do saco lá em cima!!!! rssss

Eu, pobre coitada, que precisava de 3 sacos, tive que correr a vizinhança toda para ver se encontrava para comprar. E, por sorte, encontrei!!

Daí, caros leitores, respondo a pergunta: “Crise… e eu com isso?”.

O “elemento quatro dedos” que está no comando deste país vai à televisão anunciar que o Brasil não vai sofrer com a crise. Para qualquer leigo basta ver os notíciários! A coisa é mundial!!! Tudo o que está acontecendo neste país se deve ao economista FHC e ao Plano Real.

Também não é a primeira nem a última crise que este país vai ter, não é mesmo? O que me incomoda é que vivemos num mundo de incertezas. Não sabemos nada sobre o nosso presente, nem muito menos o nosso futuro. Se os “gurus economistas ”não previram a maior economia do mundo (EUA) quase falir… que diga minha previdência privada… uma garantia que “acho que tenho” para o futuro!!

A frase é batida, eu sei, mas… O futuro do país está em nossas mãos! Não basta ficarmos de braços cruzados aceitando (e até mesmo fazendo parte) da corrupção neste país, das irregularidades, das injustiças, das impunidades! Devemos seguir o exemplo de nossos “irmãos” argentinos… quando o país quebrou eles foram às ruas bater panelas!! E a gente por aqui? Se contenta que o cimento acabou????

Bom amigos, deixo aqui meu desabafo!

Resolvi postar sobre isso no blog depois do que recebi este e-mail (abaixo). Muiiiitooooo sugestivo! Parem para pensar no que os “gênios criativos virtuais” e literalmente “sem ter o que fazer” criaram. Só rindo para não chorar!!

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Observação importante:

Ando um pouco ausente nas postagens… eu sei, mas realmente não estou tendo tempo para postar!
Aos amigos, peço desculpas mas no final vai compensar o trabalho, não é mesmo? :P
Aguardem… Julho/2009!

julho 24

O que está acontecendo com a Grazi?

Ontem recebi um e-mail com o título deste post. Curiosa como sempre cliquei no link que estava no corpo da mensagem.

Ao abrir o link comecei a entrar na proposta do website. Assisti ao video de suposta amiga da Grazi e então segui os passos. Fiquei facinada!!

Grazi

Não vou expor aqui o que acontece senão perde a graça pois vale a pena você perder alguns minutos do seu dia e entrar neste link. Coloque o número de seu telefone e veja o que acontece.

Já vi tanta coisa que me surpreendeu pela internet e essa campanha foi mais uma dessas coisas. A integração do video com o celular é perfeita.

Uma campanha on-line bem feita e que de boca-a-boca acabou virando sensação entre internautas e a empresa faturou uma bela mala-direta de telefones :)

Parabéns a agência Publicidade Interativa que criou o hotsite.

Até um próximo Post ;)

maio 06

A falta de privacidade ou excesso de exibicionismo…

Tira

Hoje recebi essa tira por e-mail e dei algumas risadas! Daí me veio a cabeça a palavra privacidade.

O dicionário Michaelis define o termo da seguinte forma:
“s. f. Vida privada, vida íntima; privatividade, isolamento, intimidade.”

Já o na Wikipedia consta:
“Privacidade é a habilidade de uma pessoa em controlar a exposição, disponibilidade de informações e acerca de si. Relaciona-se com a capacidade de existir na sociedade de forma anônima (inclusive pelo disfarce de um pseudônimo ou por um identidade falsa). (…)”.

Voltando à tira de cima… a menina questiona o sentimento de seu namorado pelo jeito que ele posta seu perfil no orkut. Mundo moderno…

Hoje todos nós estamos expostos a qualquer momento… e controlar essa exposição é complicada mas depende também de como você se comporta.

Quando menos esperamos, uma pessoa que nunca vimos em nossas vidas, sabe que você é solteiro, que mora com os pais, que gosta de rock e então lhe oferece produtos baseado nesses dados. E como ela sabe disso?

Com o “inocente” ato de publicar fotos da família e músicas prediletas, vai se criando um imenso e cobiçado banco de dados, serviços, produtos e uma imensidão sem fim.

Caro leitor…
Até onde vai a sua privacidade? Basta colocar um “cadeado” nela?

Essa semana ainda, recebi de meu cunhado um convite para participar da comunidade “Pra que orkut se existe cadeado?” (ou algo assim).
Isso mostra o quanto a rede social explora de seus associados a curiosidade com a vida alheia. Basta olhar em seu perfil as métricas: “X usuários visitaram seu perfil ontem” e você pode até controlar “quem” foram essas pessoas.

Hoje para convidar um amigo para uma festa “intima” que você dará em sua casa, você não liga para ele, mas sim manda um único scrap para sua rede de amigos designados por você como “amigos pessoais” em sua lista de amigos.
A festa que era “íntima” continua “íntima” se todos os amigos desses seus amigos leram (ou fuxicaram) os seus scraps?

Quem não descobriu que aquela amiga de infância já é mãe ou mesmo um professor querido se mudou para Hong-Kong visitando os amigos dos amigos pelo orkut? :)

Mas e a privacidade??? As pessoas querem saber dela???

Na minha opinião o orkut virou um mural, onde fica exposto o seu “eu”. Lá são publicadas as fotos feitas exatamente para o “post”, as fotos para provocar uma amiga invejosa, a ex de seu namorado e etc. As comunidades fugiram de sua proposta original para também virar um mural e demonstrar os sentimentos “escondidos” lá no seu eu (“Eu me sinto bem pra car#*&%$!”, “Eu não me acho, vc me procura” e assim vai).

Isso contribui para a nossa formação?? Que me importa que “a grama do vizinho é mais verde”? Desta forma, que sociedade estamos criando? Com o que estamos contribuindo com o mundo? Com o próximo?

“Adorei quando o orkut colocou os “cadeados” nas fotos. Adorei também quando algum “bonitinho” descobriu um jeito de burlar este método! Como também… adoro colocar fotos lá para expor minha vida para o mundo a fora!
Mas eu sempre bloqueio para que “somente os meus amigos” visualizem as mesmas!”

 Todo mundo tem uns 15 minutinhos de fama!

 Beijo e até a próxima! ;P

Postado por Juliana Apolo em E-mails e tralalás, Internet | Comentário » (1 comentário) |
abril 15

Limites

Recebo tanta baboseira por e-mail que dentre um ou outro que leio, algum interessa.

Esse me chamou a atenção pelo assunto tratado. Não sei se a autora é mesmo a Monica, pois não pesquisei para saber a fonte. O assunto me chamou a atenção porque eu sempre discuto a respeito em casa e com amigos próximos.

No mundo de hoje, tenho muito (mas muito mesmo!) medo de colocar um filho no mundo por tudo que vejo por aí!

Infelizmente a ciência ainda não nos permite escolher o carater e o respeito no DNA do indivíduo.

Tive sorte de ter uma mãe criada reprimida e que com uma certa idade foi ao mundo e botou a cara para quebrar. Naquela época mulher que dirigia e trabalhava fora é meretriz. Desquitada então!!

Agradeço por minha mãe ter nos ensinado (eu e meu irmão) a ver o mundo colorido e não preto e branco e nem por isto, nunca faltei com o respeito.

Segue o tal texto…

“Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais tolos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais ‘espertas’, ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos… Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E, o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos (às vezes sem escolha…) que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para ser os melhores amigos e ‘dar tudo’ a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem.

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio nos quais está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Os LIMITES abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.”
(Monica Monastério (Madrid-España))

Postado por Juliana Apolo em E-mails e tralalás | Comentários » (0 comentários) |