maio 06

Web + Designer, Web + Master, Web….

Semana passada li uma matéria muito interessante da Cristina Jacó publicada no site do iMasters entitulada “Como o MEC compreende a formação em design“. Nela a Cristina Jacó mostra como o MEC designa cursos de Design e os profissionais que neles se formam.
Na realidade, hoje existem “n” tipos de designers no mercado. E a formação para todas elas? Como fica? Como montar um curso de graduação que atenda toda a demanda do mercado? Complicado a legislação prever isto. Na minha opinião, enquanto não houver uma regulamentação dos “n” tipos de designers e da abrangência dos mesmos, mais e mais vão surgir por aí, virando um bacanal.

Antigamente a única formação era “Desenho industrial”. Hoje no Brasil temos cursos como “Design de Hipermídia”, “Design Gráfico” e etc.

Com relação a regulamentação, lembro-me do comecinho da década de 90, quando meu irmão ainda cursava Educação Física. Qualquer pessoa que tivesse experiência em dança, judô ou algo do gênero, podia abrir sua portinha (leia-se academia) e trabalhar. Com a regulamentação da profissão tudo mudou! Somente formados podem montar sua academia, ministrar cursos e etc. (Como toda regra tem exceção… o Romário virou treinador de um time no rio sem ao menos ter formação!!).

Agora…
A regulamentação será a solução para o Design? Para se ter criatividade e outros atributos descritos na Resolução CNE/CES nº 5, se faz necessária uma formação em Design? E para trabalhar como?
Na minha opinião a formação é importante, pois traz conceitos e aprimoram-se as técnicas.

E na internet… Como ficam os Webdesigners?
Desde que a internet é internet nessas terras tupiniquins que existem profissionais que trabalham com o tal “design” web.
Muitos nem sabiam que eram ou se tornariam “designers”. Era uma época que usávamos gifs animadas piscando em vários cantos da tela!
Eu fui uma dessas profissionais que usavam NotePad para codificar as páginas até antes mesmo de existir o HotDog! (Argh… lembram dele?).
Mas como a internet foi evoluindo, os profissionais foram surpreendendo.

E hoje, os melhores “designers” web, tem alguma formação? Ou apenas acompanharam a evolução do meio e de forma auto-didata adaptaram as técnicas para o meio multimídia?

Agora uma pergunta a quem não quer calar: como ficam esses profissionais mediante uma regulamentação da profissão?

Há 2 anos me propus a fazer uma pós-graduação na área, já que de formação sou engenheira e trabalho há mais de uma década com web. No
curso, como em todos, encontrei pessoas de diversos níveis culturais. Tinham profissionais muito bons quanto os que nem sabiam o que estavam fazendo lá, muito menos o que era uma paleta de cor.

Fica aí o meu comentário a respeito.
Profissionais da área, comentem :)

Até o próximo post! ;)

Postado por Juliana Apolo em Webdesign | Comentários » (3 comentários) |
maio 02

Hipermídia? O que é isso? Uma mídia grande?

Há três anos atrás quando me propus a fazer uma Pós-Graduação em Design de Hipermídia o termo ainda não era popular. Formada em Engenharia de Computação, encontrava com os amigos de faculdade entre outros, e então passei pela seguinte situação:

Eu: “Estou fazendo Pós”.
Conhecido: “É mesmo? Que legal. Em quê?”.
Eu: “Em Design de Hipermídia”.
Conhecido: “Hipermídia… Ah, legal!”.
——— SILÊNCIO ———-
Conhecido: “Mas o que é Hipermídia?”.

Aí tinha eu que abrir o livro e explicar o que era. Hoje já se encontra na internet vários artigos e reportagens sobre o assunto. Aqui, pretendo explicar o que significa Hipermídia, como ela surgiu e como ela está contribuindo com a Internet.

Como surgiu?

O conceito Hipermídia foi criado na década de 1960 pelo pesquisador, cientista da computação e professor Theodor Nelson. Ele vem do termo Hipertexto também criado por ele baseado em Vannevar Bush que idealizou o hipertexto em seu artigo “As We May Think”, de 1945, sobre um mecanismo futurístico denominado Memex.

Mas o que é afinal?

A hipermídia une os conceitos de hipertexto e multimídia. Ou seja, um documento hipermídia contém imagens, sons, textos e vídeos. Mas a principal característica da hipermídia é possibilitar a leitura não linear de determinado conteúdo, ou seja não ter necessariamente início, meio e fim, e sim se adaptar conforme as necessidades do usúario.

A idéia básica da hipermídia é aproveitar a arquitetura não linear das memórias de computador para viabilizar obras “tridimensionais”, dotadas de uma estrutura dinâmica que as torne manipuláveis interativamente. Hipermídia é, portanto, uma forma combinatória, permutacional e interativa de multimídia, em que textos, sons e imagens (estáticas e em movimento) estão ligados entre si por elos probabilísticos e móveis, que podem ser configurados pelos receptores de diferentes maneiras, de modo a compor obras instáveis em quantidades infinitas.

E o Design na Hipermídia? Como que é isso?

Como toda área do design, o design de hipermídia toma emprestado os seus conhecimentos teóricos de diversos campos do saber, como a filosofia, a ciência (psicologia, antropologia, sociologia, ergonomia, semiótica, entre outras) e a arte.
Suas características são:

  • Hibridismo: associação de duas ou mais mídias, encontro de dois ou mais meios; conjunção simultânea de diversas linguagens.
  • Hipertextualidade: sistema não-linear, multisequencial ou multilinear. Incorporam dois sistemas diferentes de utilização: o modo autor (onde são criados os sistemas de nós e âncoras) e o modo usuário (onde ocorre a navegação).
  • Não-Linearidade: refere-se a idéia de possibilitar caminhos e segmentos abertos, diversos, repletos de desvios, complexo, composto por linhas de segmento e linhas de fuga.
  • Interatividade: possibilidade de de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem
  • Navegabilidade: diz respeito ao ato de navegar, exploração e mobilidade do usuário no ciberespaço, na rede ou em um aplicativo de hipermídia.

Quando você se propõe a estudar o Design de Hipermídia, além de ter os conceitos acima na cabeça você deve estudar:

Estrutura x Forma x Função x Conteúdo
Interatividade
Não-Lineariedade
Navegabilidade
Interface
Arquitetura da Informação
Usabilidade
Adaptatividade
Acessibilidade
Semântica

A contribuição do Flash (software da Adobe) para a Hipermídia

Quando comecei a aprender Flash, o software estava na versão 3.0 e já fazia muita coisa bacana para a época em que vivíamos, onde utilizávamos gif animada para deixar as nossas páginas mais atraentes.

Nossos netos um dia nos perguntarão: gif animada? O que é isso vó?

Pois é, pré-histórico mas hoje ainda é a saída para alguns projetos.

A revolução do Flash na minha opinião começou com a versão MX. Foi aí que começaram a surgir os banners animados em todos os sites que estávamos acostumados a ler as notícias pela manhã. Desde aí, até hoje, ainda vemos banners e publicidade em Flash por todos os lados. Aliás, o flash alavancou a publicidade na Web. Cada dia que passa me impressiono com a criatividade do povo por aí fazendo coisas andarem nas nossas telas e nos chamar a atenção para o que eles querem comercializar.

Mas voltando ao nosso assunto…

O Flash na versão 8.0 incorporou muitas funcionalidades do Adobe Photoshop, software já “habituê” dos webmaníacos. Ele também incorporou várias funções de vídeo e som fazendo com que pudéssemos interagir um vídeo em nossa interface sem que isso fosse algo demorado para carregar. Aí vem YouTube, essa febre que está na Internet, a Publicidade Viral e por aí vai. Quem já não recebeu um videozinho por e-mail de um amigo, deu muita risada ou mesmo chorou e depois o re-passou para outros trezentos amigos?!

Temos que ver também que a Internet mudou. Eu acessava BBS e achava o máximo falar com o “Bot” (risos). Hoje tenho Banda Larga, faço compras pela internet e o melhor, não preciso sair de casa para trabalhar! Mas isso é um assunto para outro artigo no qual vou tratar do termo Web 2.0 que todo mundo está falando.

Voltando ao Flash, em minha opinião este software para a Hipermídia é fundamental. Chegamos a um ponto em que a experiência em hipermídia se tornou brincadeira de adolescente. Mais do que ter suporte para áudio, vídeo, texto e interatividade, o Flash reúne isso tudo numa mesma ferramenta, com custo relativamente baixo.

O hipertexto plano oferece profundidade de informação num espaço muito compacto, mas com interatividade baixa. Áudio e vídeo juntos ocupam mais espaço e também tempo, mas são tão imersivos que podem colar pessoas numa poltrona por horas. Se adicionarmos interatividade a esse conteúdo, temos a hipermídia, ainda mais envolvente.

Em resumo, o Flash contribuiu e muito para uma das características da Hipermídia: a interatividade.

Aí você me pergunta: Inter… o que??

Isso é um papo longo, que eu podia escrever “n” artigos sobre o assunto então, por isso, se você se interessou em ler este artigo eu separei várias URLs sobre o assunto para a sua diversão:

Design de Hipermídia: novo campo de ação, criação e desenvolvimento.
http://www2.anhembi.br/momento/pdf-2005/06_vitrine.pdf

Design de Hipermídia: novo campo de ação no ensino, na aprendizagem e na formação profissional
http://www.conahpa.ufsc.br/2004/artigos/Tema3/03.pdf

O Labirinto da hipermídia – arquitetura e navegação no ciberespaço (Lúcia Leão)
http://www.patio.com.br/labirinto/o%20labirinto%20da%20hiperm%EDdia.html

Sistemas de Hipermídia facilitando a assimilação da informação
http://www.cinform.ufba.br/iv_anais/artigos/TEXTO06.HTM

Educação Visual Hipermídia – Webdesign
http://www.arte.unb.br/lis/fapfim/web.html

Projetos de Aplicação Web [URL]

Quem quiser conhecer o meu trabalho de conclusão da Pós, que fiz junto Aline Alves (a artista do projeto) onde fizemos uma transcriação da obra de Ariano Suassuna: “O Auto da Compadecida” para o ambiente hipermidiático, basta acessar http://www.designdehipermidia.com.br/autodacompadecida/

Um beijo e até o próximo ;)

Juliana Apolo

Postado por Juliana Apolo em Hipermídia, Webdesign | Comentários » (0 comentários) |